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Calculadora de isenção de Imposto de Renda por doença grave

Aposentados, pensionistas e militares da reserva que possuem determinadas doenças graves não devem pagar Imposto de Renda sobre o benefício. Responda cinco perguntas e veja se o seu caso reúne os requisitos da Lei 7.713/88 — e quanto vem sendo descontado de você.

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Você é aposentado, pensionista ou militar da reserva?

A isenção prevista na Lei 7.713/88 alcança proventos de aposentadoria, reforma e pensão.

Quem tem direito à isenção de Imposto de Renda

O art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88 isenta do Imposto de Renda os proventos de aposentadoria, reforma e pensão recebidos por portadores de determinadas moléstias graves. Na prática, três condições precisam existir ao mesmo tempo:

  1. Receber aposentadoria, reforma ou pensão

    A isenção recai sobre esse tipo de rendimento. Quem continua na ativa não é alcançado, mesmo possuindo doença grave.

  2. Possuir uma das moléstias previstas na lei

    A lista é fechada e precisa estar demonstrada em laudo médico que indique o diagnóstico e a data de início da doença.

  3. Ter Imposto de Renda retido no benefício

    Se não há retenção, não há o que isentar nem o que restituir. O desconto aparece no extrato do INSS ou no contracheque.

As 18 doenças que dão direito à isenção

Estas são as moléstias graves previstas no art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88, com as denominações técnicas que costumam aparecer nos laudos médicos.

Câncer

(Neoplasia maligna)
Qualquer tumor maligno, em qualquer órgão ou estágio, é reconhecido pela lei como moléstia grave.A jurisprudência majoritária entende que a isenção se mantém mesmo quando não há sintomas atuais ou a doença está em remissão, sem exigir a demonstração de recidiva.

Cardiopatia grave

(Doença cardíaca grave)
Doenças do coração que comprometem de forma significativa sua função, como insuficiência cardíaca avançada, miocardiopatias e casos com indicação de transplante.O enquadramento depende de laudo médico oficial que descreva a gravidade, não bastando o diagnóstico genérico de problema cardíaco.

Cegueira

(Cegueira total ou monocular)
Perda total ou grave da visão, incluindo a perda da visão em apenas um dos olhos.A Súmula 627 do Superior Tribunal de Justiça firmou que a cegueira monocular também garante o direito à isenção.

Alienação mental

Transtornos mentais graves que retiram da pessoa a capacidade de gerir os próprios atos da vida civil.

Alzheimer com alienação mental

(Doença de Alzheimer)
O Alzheimer não aparece com esse nome no texto da lei, mas é reconhecido quando o quadro evolui para alienação mental.O laudo precisa descrever o comprometimento cognitivo e a perda de autonomia, e não apenas nomear o diagnóstico.

Doença de Parkinson

(Mal de Parkinson)
Doença neurológica degenerativa que afeta progressivamente os movimentos, o equilíbrio e a autonomia.

Esclerose múltipla

Doença autoimune que atinge o sistema nervoso central e pode causar limitações motoras, visuais e cognitivas.

Paralisia irreversível e incapacitante

Perda permanente do movimento de partes do corpo, incluindo paraplegia, tetraplegia e hemiplegia.

Nefropatia grave

(Doença renal grave)
Doenças dos rins em estágio avançado, como a insuficiência renal crônica em hemodiálise ou com indicação de transplante.

Hepatopatia grave

(Doença hepática grave)
Doenças do fígado em estágio avançado, como cirrose e hepatites crônicas com comprometimento importante da função hepática.

AIDS

(Síndrome da imunodeficiência adquirida, HIV)
A lei contempla a síndrome da imunodeficiência adquirida entre as moléstias graves.

Tuberculose ativa

Tuberculose em atividade, confirmada por exame, enquanto perdurar o quadro.

Hanseníase

(Lepra)
Doença infecciosa crônica que atinge pele e nervos periféricos, expressamente prevista na lei.

Fibrose cística

(Mucoviscidose)
Doença genética que compromete principalmente os pulmões e o sistema digestivo.

Espondiloartrose anquilosante

(Espondilite anquilosante)
Doença inflamatória crônica da coluna vertebral que pode levar à rigidez e à fusão das vértebras.

Doença de Paget em estágio avançado

(Osteíte deformante)
Doença óssea crônica que deforma e enfraquece os ossos. A lei exige que esteja em estágio avançado.

Contaminação por radiação

Quadros decorrentes de exposição a material radioativo.

Moléstia profissional

(Doença ocupacional)
Doença adquirida ou desencadeada em razão da atividade profissional exercida, com nexo causal reconhecido.

Perguntas frequentes

Quem tem direito à isenção de Imposto de Renda por doença grave?

A isenção alcança quem recebe proventos de aposentadoria, reforma ou pensão e possui uma das moléstias graves listadas no art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88. Os três requisitos precisam existir ao mesmo tempo: a natureza do rendimento, o diagnóstico e a retenção do imposto.

Quem ainda trabalha e tem doença grave também é isento?

Não. A isenção prevista na Lei 7.713/88 recai sobre proventos de aposentadoria, reforma e pensão. Rendimentos de trabalho de quem está na ativa continuam sujeitos ao imposto, ainda que exista doença grave.

É preciso estar com a doença em atividade para manter a isenção?

Para a maioria das moléstias, não. A jurisprudência majoritária entende que a isenção se mantém mesmo sem sintomas atuais ou com a doença controlada, sem exigir demonstração de recidiva. A tuberculose é tratada de forma distinta, pois a lei exige que esteja ativa.

Dá para receber de volta o que já foi descontado?

É possível pleitear a restituição dos valores retidos indevidamente, respeitado o prazo de cinco anos contados de cada retenção. O ponto central é a data em que a doença foi diagnosticada, comprovada por laudo médico.

Quais documentos são necessários?

Em regra: documento de identidade e CPF, comprovante de residência, laudo médico que descreva o diagnóstico e a data de início da doença, extrato do benefício com o desconto de Imposto de Renda e as declarações de ajuste anual dos últimos cinco anos.

A calculadora garante que eu tenho direito?

Não. Ela é uma triagem informativa que compara suas respostas com os requisitos da lei. A confirmação do direito depende de análise individual da documentação médica e financeira por profissional habilitado.

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